Apresentação

Em meados de março de 2009, a população mundial foi surpreendida por uma nova variação do vírus da gripe suína, nunca antes visto ou identificado. Embora tenha surgido no México, não demorou muito para que o vírus se espalhasse por várias partes do mundo, dentre elas o Brasil.


Charge: Vaca diz ao porco: "É melhor você cuidar dessa gripe". Porco diz à vaca: "Você está louca?! É só um resfriadinho de nada!"

Quem não ficou preocupado com a gripe H1N1?

A pandemia da gripe de 2009 (inicialmente designada como gripe suína e, em abril de 2009, de gripe A) foi um surto de uma variante da gripe suína. O vírus foi identificado como uma nova ramificação do já conhecido Influenza A, responsável pelo maior número de casos de gripe entre humanos. A designação nova gripe A, em oposição à gripe A comum.

Nos adultos, os sintomas mais comuns da gripe H1N1 são muito semelhantes aos da gripe comum. Eles incluem a falta de apetite, tosse, falta de energia e febre. Outros sintomas podem incluir náuseas, diarreia e vômitos, dor de garganta e, eventualmente, coriza. Em crianças são sintomas, ainda, a irritabilidade, a alteração na cor da pele, a falta de vontade de beber líquidos e os problemas respiratórios – como respiração acelerada ou respirações curtas.

Segundo o protocolo de vigilância da Influenza, são consideradas casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) as ocorrências de pessoas que apresentam febre, tosse e dispneia. No gráfico a seguir é possível perceber o número de casos de SRAG, no Brasil, até 18 de julho de 2009, data referente à semana epidemiológica (SE) 28.


Figura 1: Distribuição de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por semana epidemiológica. Brasil, até semana epidemiológica 28 de 2009. Fonte:
Boletim Eletrônico Epidemiológico

No quadro que segue, estão as informações sobre o número de casos confirmados de SRAG por Influenza A (H1N1), no Brasil, segundo faixa etária.


Figura 2: Distribuição de casos confirmados de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por Influenza A (H1N1), segundo classificação etiológica e faixa etária. Brasil, até semana epidemiológica 28 de 2009. Fonte: Boletim Eletrônico Epidemiológico

Em março de 2010, cerca de um ano após o início da epidemia, o Brasil iniciou a vacinação da população. A expectativa do Ministério da Saúde era de vacinar cerca de 90 milhões de pessoas em dois meses. Mas para isso foi preciso organizar um calendário em que diferentes grupos pudessem ser vacinados cada um a seu tempo. A definição desses grupos considerou o histórico da gripe H1N1 mundial. Dentre os fatores considerados, está a idade das pessoas.

Diante destas informações, podemos considerar os seguintes questionamentos:

  Questionamentos

1. Qual a idade média em que as pessoas tiveram maior incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave por Influenza A (H1N1) nas 28 primeiras semanas epidemiológicas?

2. Qual a variabilidade em torno dessa média nessas 28 primeiras semanas epidemiológicas?

 

 

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